Entendimento do que é roubo de identidade digital.
Reconhecimento dos prejuízos causados por pessoas que usam a identidade de terceiros para cometer atos criminosos on-line.
Identificação das maneiras de como se proteger e fortalecer sua segurança digital.
(Slide 2) Inicie a aula perguntando: Quem tem acesso à internet? Quem possui alguma conta na rede? (Pode ser de aplicativos, email, plataformas de ensino, redes sociais etc.)
Explique que quando enviamos algum e-mail, fazemos alguma publicação ou comentamos algo na nossa rede, estamos logados a uma conta de uso particular que identifica todas as ações vinculadas a esse usuário.
(Slide 3) Imagine que um dia você se depara com suas contas financeiras esvaziadas, com perfis com sua identidade que você não criou, com posts e mensagens para outros contatos que você nunca realizou ou mídias usando sua imagem ou sua voz. Assustador, não?
(Slide 4) Esses casos se tratam de um crime cibernético chamado roubo de identidade. Acontece quando alguém mal-intencionado rouba suas informações privadas ou representa atributos de sua personalidade para fraudá-lo ou fingem ser você para cometer atividades criminosas on-line.
A tecnologia é usada para fazer coisas incríveis, mas também pode ser usada por indivíduos para cometer crimes cada vez mais sofisticados.
(Slide 5) Pense, essa violação da identidade pode gerar uma série complicações: perdas financeiras, contas bloqueadas pelo mal uso dos recursos, reputação manchada devido às atitudes indevidas cometidas pelo impostor, e outros atos criminosos podem ser cometidos usando o seu nome. Outras pessoas também podem ser prejudicadas pelo criminoso, que usa as informações para representá-los.
(Slide 6-8) Leia com os alunos um caso real envolvendo roubo de identinade:
Publicado no G1 por BBC NEWS em 28/02/2024:
“Poucas horas depois de ver a filha sair de casa para trabalhar, a advogada aposentada Karla Pinto recebeu uma chamada de vídeo em seu celular.
Do outro lado do vídeo, sua filha, a advogada criminalista Hanna Gomes, pedia uma transferência via pix de R$ 600.
Três fatores fizeram a aposentada desconfiar da situação: na chamada de vídeo sua filha estava com uma blusa diferente da que havia saído de casa; a conta para a qual o dinheiro deveria ser transferido seria de uma amiga da filha e não a dela própria e, principalmente, a filha não havia chamado a mãe pelo apelido carinhoso que as duas comumente usam entre elas.
Ao notar essas situações desconexas, a aposentada decidiu checar se realmente era Hanna que aparecia no vídeo e perguntou qual era o nome do cachorro da família e do vizinho que mora em frente à casa delas. Depois disso, a chamada foi desligada.
“Eram o meu rosto, meu cabelo e a minha voz. O único detalhe é que a voz estava um pouco em descompasso com o vídeo, mas sabemos que isso pode acontecer devido à conexão com a internet. É assustador ver a evolução desse tipo de golpe”, diz Hanna à BBC News Brasil.
A advogada explica que acredita que criminosos tenham usado inteligência artificial (IA) para criar um “clone” dela e tentar aplicar golpes com sua imagem.
Esses conteúdos são produzidos em softwares que usam IA para recriar a voz de pessoas, trocar o rosto em vídeos e sincronizar movimentos labiais e expressões.
“Tenho diversos conteúdos de aulas online e vídeos nas redes sociais que facilmente podem ter sido usados para criar essa deepfake. E mesmo a gente tomando alguns cuidados como salvar os contatos dos familiares pelo nome, e não como pai e mãe, não foram suficientes para driblar a ação de criminosos”, conta a advogada.
(Slide 9) De acordo com o caso citado, responda as perguntas a seguir:
Quais são as diferentes pessoas envolvidas na notícia? Vítima, a advogada aposentada Karen, mãe de Hanna; Hanna, que teve sua identidade roubada; Os criminosos cibernéticos que tentaram aplicar o golpe.
Quais os riscos que Hanna estaria correndo, além do prejuízo financeiro, devido ao roubo de sua identidade?Poderiam tentar enganar outras pessoas, veicular notícias falsas usando a imagem dela ou até mesmo publicar vídeos ofensivos à honra de Hanna.
Como Hanna acredita que conseguiram acesso à sua imagem para praticar o crime? Ela conta que tem diversos conteúdos de aulas online e vídeos nas redes sociais que facilmente podem ter sido usados para criar essa deepfake.
Pergunte aos alunos se já tiveram alguma experiência parecida, na qual um impostor usou identidade de outra pessoa ou a deles para agir ilicitamente no mundo digital e o que poderiam fazer para se proteger sua identidade digital.
Verifique as respostas e reforce que (Slide 10) alguns atos podem minimizar o roubo de identidade na web, como:
-Manter os softwares de segurança ativos e atualizados;
-Criar senhas fortes e diferenciadas nas plataformas;
-Acessar sites e redes confiáveis;
-Evitar o compartilhamento excessivo e limitar o acesso público às informações e mídias.
Ressalte que quando agimos de maneira responsável e segura na internet, nossa proteção alcança outras pessoas, no sentido de minimizar as chances de serem enganadas por farsantes usando nossa identidade.
(Slide 11) Veja, o vídeo a seguir é uma campanha da Volkswagen veiculada em 2023. Nela a imagem da Elis Regina (já falecida nesta data) é recriada por meio da tecnologia de inteligência artificial para interagir com sua filha Maria Rita. Disponível por meio do link: https://youtu.be/aMl54-kqphE
Comercial que ‘juntou’ Maria Rita e Elis Regina por meio de inteligência artificial.
(Slide 12) Esse mecanismo de manipulação de imagens e vídeos pode ser conhecido como deepfake e diferentemente da intenção do comercial da Volkswagen, pode ser usado por criminosos para violar dados pessoais, espalhar fake news (notícias falsas) e atentar contra a moral de alguém.
(Slide 13) Baseado na afirmativa acima, no conteúdo de aula e nas imagens recriadas no comercial através de inteligência artificial, promova um debate sobre as implicações do uso da inteligência artificial na representação paralela de indivíduos, difícil de distinguir da realidade, como o Deepfake. Os alunos devem responder a rotina de pensamento, disponível no material.
Divida os alunos em grupos contendo três integrantes. As tarefas de número 1, 3 e 4 devem ser feitas individualmente. A tarefa de número 2 deve ser feita em conjunto com o grupo.
Tarefa 1: Diga-os que devem considerar os pensamentos e anotar suas perspectivas que ajudem a explicar sua visão a respeito dessa situação.
Tarefa 2: Peça-os que compartilhem suas percepções e que ouçam a resposta dos outros colegas.
Tarefa 3: Fale para olharem novamente para a resposta original e pergunte se as respostas dos colegas complementaram em algo a perspectiva deles ou mudaram de ideia a respeito do assunto ou permanecem como antes? Eles devem expor o que mudou a respeito do que pensaram antes.
Tarefa 4: Faça-os pensar além desse caso específico e considerar outras situações exploradas ou vivenciadas a respeito dessa situação.
Deixe claro que todos os alunos têm liberdade de contribuir com suas opiniões. A proposta é que construam um ambiente colaborativo e de interação, a fim de chegar a uma resposta final.
A proposta desta atividade é os alunos desenvolverem a autorreflexão, avaliar evidências e considerarem as suas próprias perspectivas, assim como a dos demais colegas.
Materiais Necessários:
Verifique se ainda há dúvidas quanto ao assunto estudado.
(Slide 14) Reforce a ideia de que o roubo de identidade ocorre quando usam seus dados ou imagem para fins ilícitos e pode ocasionar muitos problemas pessoais e ainda afetar terceiros.
Incentive-os a agir de forma responsável e a utilizar as alternativas de proteção para eliminar os riscos, como acessar somente links confiáveis, usar senhas fortes, pensar o quê e para quem devo compartilhar fotos , vídeos e informações.


